Madrugada insone

03:24, e enquanto a maioria dorme, meu corpo deve estar em outro fuso horário, num jet lag doido que vai me deixar caindo de sono amanhã, no caso, hoje. A minha mente é um caos e no meio dessa bagunça toda, me perdi nos meus devaneios e me encontrei pensando em quantas pessoas já passaram pela minha vida nessas três décadas – um ciclo natural. E nesses encontros e desencontros da vida, pessoas vêm, pessoas vão. E cada pessoa que passa pela minha vida, leva um pouco de mim e deixa um pouco de si. Às vezes sãos coisas boas, às vezes não, e tudo bem. Faz parte da vida. Acho que foi Nietzsche quem disse que o que não mata, fortalece. A gente demora pra entender na hora, mas depois a ficha cai. E aí que a gente faz como em O Menestrel, planta um jardim e decora a alma, porque é isso que se deve fazer, não é? Mas não era bem isso que eu queria falar – tá vendo só? Já me perdi na minha bagunça mental – na verdade, eu não sabia o que queria dizer, apenas queria escrever, e as palavras foram saindo, o que é bom, quem sabe assim a mente esvazia e eu finalmente consiga dormir. Mas toda essa conversa aleatória me fez pensar nas poucas amigas que tenho e que quero que continuem comigo, se possível, até ficarmos velhinhas e fazermos coisas de velhinhas, tipo sentar na cadeira de balanço fazendo tricô enquanto lembra da juventude, ou sentar no chão da sala comendo besteira e falando bobagem e rindo pro vento, ou ainda caminhar no parque tomando sorvete e filosofando sobre a vida. Porque é isso que velhinhas fazem, não é?
Entre chegadas e partidas, há quem decida ficar.

Amanhã, no caso, hoje, vou precisar de doses extras de café.

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2 comentários sobre “Madrugada insone

  1. Lunna Guedes disse:

    Bem, eu preciso sempre de doses e mais doses de café e olha, não sei que tipo de coisas as velhinhas fazem, mas eu sou aquela que tem só leva consigo quem gosta de voar. rs
    Já tive várias pessoas por perto e, de repente, ao olhar, percebo que elas não estão mais lá. Cada um sabe o caminho que dá aos seus pés. O universo sempre me apresenta humanos maravilhosos para o momento e eu sigo a degustar cada um que chega, cada um que parte. rs

    bacio

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  2. Lari Reis disse:

    Foi tão fácil me identificar com tudo isso!
    Fico pensando que, mesmo quando a gente entende que pessoas vem e vão, às vezes deixando coisas ruins e levando coisas boas, é sempre difícil lidar quando isso acontece de novo e de novo. Pelo menos, pra mim é. De certa forma, porém, saber que isso é natural reconforta. Traz a certeza de que vai passar. Assim como o sono do dia seguinte 😉

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